
Ricardo Cardoso, sócio da área de prática de Desporto, Moda e Entretenimento da Antas da Cunha Ecija, é citado no artigo “LiveModeTV qualifica-se e muda negócio da transmissão”, publicado no Jornal de Negócios.
O advogado considera que a entrada da LiveModeTV no mercado não representa o fim da centralização dos direitos desportivos, mas antes uma redistribuição do valor gerado pela sua exploração. Defende que, durante décadas, o modelo dominante assentou na subscrição e nos operadores de televisão tradicionais, mas que hoje as plataformas digitais redefiniram as regras, alcançando audiências massivas e gerando receitas através de publicidade, patrocínios, parcerias comerciais e modelos híbridos de monetização. Para os titulares dos direitos, representa uma oportunidade de diversificação de receitas e de aproximação a públicos mais jovens, com hábitos de consumo cada vez mais digitais e menos dependentes da televisão linear.
Quanto ao streaming ilegal, Ricardo Cardoso alerta que o Mundial de Futebol é um grande catalisador deste fenómeno, tornando estas competições particularmente atrativas para redes de distribuição ilícita. Defende que o combate exige uma resposta rápida e coordenada — com monitorização em tempo real, identificação de transmissões ilícitas e pedidos urgentes de remoção e sublinha que o desafio passa por combinar tecnologia, enforcement e modelos de acesso legal mais eficientes e competitivos.
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