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7 de Dezembro, 2020
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A viagem já começou há 10 anos e a próxima paragem é no euro digital.

 

Umberto Eco tinha toda a razão.

A globalização não nos coloca a todos a pensar da mesma forma. Deparamo-nos com um resultado em sentido contrário: ela contribui para a fragmentação da experiência comum.

 

E, se assim for, compete-nos melhorar a experiência de cada um na sua jornada diária. Os advogados não são exceção e quem assim não proceder arrisca-se, todos os dias, a ser menos advogado.

 

Se não compreendermos que a tecnologia Blockchain está a transformar a vida dos nossos clientes, não saberemos agir nem compreender as consequências de um novo mundo, impregnado de um analfabetismo digital silenciador. Estamos a falar da revolução da integridade dos dados, da descentralização da informação, da transformação dos negócios, dos registos digitais de objetos físicos e da economia partilhada.

 

Mas também compete aos advogados simplificar toda esta nova informação e ter capacidade de explicar aos seus clientes, de forma simples, como isto funciona e para que serve. Ter a coragem de lhes dizer que a viagem já começou há 10 anos atrás e que a evolução foi tremenda. Ter a gentileza de asseverar que todos serão afetados e que podemos aprender com uma outra revolução – porque a Blockchain vai fazer ao sistema financeiro o mesmo que a internet fez aos media. Mas, ter a obrigação de lhes manifestar a maior preocupação acerca dos seus negócios.

 

Da mesma forma que os médicos são negligentes se não aplicarem o estado da arte aos seus pacientes, os advogados serão negligentes se não estiverem preparados para garantir os melhores conselhos e o melhor conhecimento.

 

Nenhum profissional poderá deixar de alertar que a tecnologia Blockchain vai colocar em segundo plano um conjunto de plataformas conhecidas e vai dificultar a vida dos denominados intermediários. Para além disso, vai permitir a rastreabilidade de dados e de transações, diminuir o spam, a fraude, eliminar custos e aumentar a rotação da moeda.

 

Mas ainda podemos ser mais objetivos. Talvez dizer desta forma: a tecnologia já existe há 10 anos, levantou algumas preocupações a muita gente e assustou muitos agentes económicos. Depois a tecnologia começou a tornar-se inevitável e aqueles que que estavam assustados começaram a preparar-se para os impactos enquanto desvalorizavam o seu poder publicamente.

 

Agora que a viagem começou está a chegar a regulação e tudo aquilo que era estranho e ilegal passa a ser uma realidade bem séria e sujeita a leis que a maior parte das pessoas não irão compreender.

 

Querem ver? Os portugueses sabem a diferença entre uma Blockchain pública e uma Blockchain privada? Sabem como funciona uma Blockchain? Compreendem a tokenização de ativos? Imaginam sequer o que será um Smart Contract? E ledgers? E hash?

 

Se, na idade média, os meus colegas advogados ainda acreditavam em bruxas e estavam cientes de que os cadáveres jorravam sangue na presença dos seus assassinos, está na hora de um salto épico, colocando o nosso foco na vanguarda das relações sociais, pois o nosso fim enquanto profissionais pode começar na falta de respostas para os nossos clientes. Estamos numa nova versão do mundo onde o euro digital já está, pasme-se, em fase de consulta pública.

 

O departamento de Legal Intelligence da Antas da Cunha ECIJA já está a preparar um conjunto de dinâmicas educativas nestas áreas que, a curto prazo, poderão contribuir para a aceleração da compreensão destas matérias.

 

 

Quer saber mais sobre a consulta pública ao Euro Digital?

 

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